O menisco discoide é uma variação anatômica em que o menisco lateral tem formato mais espesso e ovalado, aumentando o risco de dor, estalos e lesões
O menisco discoide é uma alteração anatômica do menisco lateral do joelho que pode gerar instabilidade, estalos, travamentos e dor, especialmente durante movimentos de rotação ou impacto.
Embora algumas pessoas permaneçam assintomáticas, outras podem desenvolver lesões no menisco ou inflamações que exigem acompanhamento ortopédico e, em alguns casos, intervenção cirúrgica. Entender os sintomas do menisco discoide, como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento é essencial para manejo adequado e prevenção de danos maiores à articulação.

Entre em contato e agende uma consulta!
Índice
O que é menisco discoide?
O menisco discoide é uma variação anatômica rara em que o menisco lateral é mais espesso, ovalado e cobre uma área maior do platô tibial do que o habitual. Essa conformação anômala altera a biomecânica do joelho, o que aumenta o risco de instabilidade e de lesões, especialmente durante movimentos de torção ou impacto.
Embora seja uma condição geralmente congênita, o menisco discoide não se manifesta da mesma forma em todos os pacientes. Algumas pessoas podem nunca apresentar sintomas, enquanto outras desenvolvem dor, estalos ou travamento durante o crescimento ou aumento da carga esportiva.
Sintomas
Os sintomas do menisco discoide variam conforme o grau da alteração e a presença ou não de lesões associadas. Entre os sinais mais comuns estão:
- Dor lateral no joelho, principalmente ao girar ou agachar;
- Estalos audíveis (“clique pop”);
- Sensação de travamento;
- Inchaço;
- Instabilidade articular;
- Limitação de movimento.
Em crianças, os estalos podem ser o único sintoma perceptível.
Diagnóstico
O diagnóstico do menisco discoide é feito por um ortopedista, com base na avaliação clínica e na investigação de sintomas como dor, estalos ou travamento. A ressonância magnética é o exame de escolha, pois permite observar detalhadamente o formato do menisco, suas bordas e a presença de espessamentos ou rupturas.
Em alguns casos, o diagnóstico pode ser complementado com radiografias para avaliar alinhamento e descartar outras alterações ósseas. A combinação entre exame físico e imagem garante precisão e evita confusão com outras causas de dor lateral no joelho.
Tratamento
O tratamento do menisco discoide depende da presença de sintomas e da existência de lesões. Em casos assintomáticos, não é necessário intervir, sendo recomendado apenas acompanhar clinicamente. Quando há dor, estalos frequentes ou sinais de lesão, o tratamento pode incluir:
- Fisioterapia para fortalecimento e estabilidade;
- Analgesia e medidas anti-inflamatórias;
- Modificação temporária da atividade física;
- Artroscopia para remodelar o menisco (meniscoplastia) quando há instabilidade ou ruptura.
O objetivo do tratamento é sempre preservar o máximo possível do tecido meniscal para evitar sobrecarga futura.
Quando é necessária cirurgia para menisco discoide?
A cirurgia é indicada quando o menisco discoide causa sintomas persistentes que afetam a função do joelho, como dor constante, bloqueio articular, estalos dolorosos ou rupturas extensas. A instabilidade provocada pelo formato anômalo do menisco também é um dos principais motivos para intervenção cirúrgica.
O procedimento é realizado por artroscopia, técnica minimamente invasiva que permite remodelar o menisco para um formato mais próximo do normal e estabilizá-lo quando necessário. O objetivo é preservar ao máximo o tecido meniscal e reduzir o risco de degeneração precoce da cartilagem no futuro.
Quem tem menisco discoide pode correr?
Em muitos casos, quem tem menisco discoide pode, sim, praticar corrida — especialmente quando não há sintomas como dor, estalos frequentes, travamentos ou sensação de instabilidade no joelho. Pacientes assintomáticos geralmente são liberados para atividades físicas de impacto, desde que sejam acompanhados por um ortopedista e realizem fortalecimento muscular adequado para estabilizar a articulação.
Por outro lado, quando há sintomas, a corrida pode intensificar o desconforto e acelerar o desgaste meniscal. Nessas situações, o ideal é reduzir atividades de impacto até que seja definido o tratamento adequado — que pode ir desde fisioterapia até intervenção cirúrgica. Após o tratamento, muitos pacientes conseguem retornar à corrida com segurança, desde que sigam orientação profissional.
Para saber mais a respeito da condição, entre em contato e agende uma consulta.
Fontes:
National Institutes of Health;

