Uma opção minimamente invasiva que colabora para o controle da dor crônica no joelho, principalmente em casos de artrose e quando tratamentos anteriores não deram resultado.
Conviver com dor no joelho não é fácil para ninguém, já que essa condição às vezes limita o paciente até de realizar atividades simples ou até mesmo ser incômodo na hora de dormir.
Não é recomendado normalizar essa dor, sendo extremamente importante investigar a causa e conhecer as opções disponíveis para controlar os sintomas.
Entre essas alternativas está o bloqueio genicular, procedimento que atua diretamente sobre nervos responsáveis por transmitir parte dos sinais de dor do joelho.
No Brasil, um estudo publicado na revista Clinical Science estimou prevalência de 3,8% de osteoartrite de joelho na população brasileira com 45 anos ou mais.
Índice
O que é o bloqueio genicular?
O bloqueio genicular é um procedimento médico minimamente invasivo realizado para reduzir a transmissão dos sinais dolorosos enviados pelos nervos ao redor do joelho. Para isso, o médico aplica medicamentos próximos aos chamados nervos geniculares, que são pequenos ramos sensitivos relacionados à inervação da articulação.
Os principais nervos geniculares são o superomedial, o superolateral e o inferomedial. Eles funcionam como uma espécie de “caminho” por onde parte das informações de dor chega ao sistema nervoso, por isso são importantes em estratégias de controle da dor no joelho.
A técnica não busca “desligar” permanentemente a sensibilidade do joelho. O objetivo é diminuir a passagem dos estímulos eu causam dor, proporcionando alívio e, em alguns casos, facilitando a retomada de atividades e exercícios indicados pelo profissional.
Como é feito o bloqueio genicular?
Normalmente, o bloqueio genicular é realizado de forma ambulatorial, com preparo da pele e posicionamento adequado do paciente, seguido da aplicação de anestesia local. Com auxílio de ultrassom ou radioscopia, o médico identifica os pontos anatômicos próximos aos nervos geniculares e posiciona uma agulha com precisão para aplicar o medicamento na região; o procedimento geralmente é rápido, de 20 a 40 minutos, conforme a técnica e o número de nervos tratados, e a alta costuma ocorrer no mesmo dia.
A escolha entre ultrassom e radioscopia depende da experiência do médico, da anatomia do paciente e do objetivo do procedimento. Estudos apontam que as duas formas de orientação têm resultados semelhantes em determinados cenários, enquanto o ultrassom ainda oferece a vantagem de não utilizar radiação.
Para quem o bloqueio genicular é indicado?
O bloqueio genicular pode ser indicado para pessoas com dor crônica no joelho, principalmente quando medidas conservadoras, como fisioterapia, exercícios, controle de peso e medicamentos não proporcionaram o alívio desejado. O procedimento também é considerado quando o paciente não quer se submeter a um procedimento cirúrgico.
As principais situações incluem artrose, dor persistente depois de cirurgias ou próteses de joelho e outros quadros de dor crônica.
Bloqueio genicular para artrose do joelho
A artrose é uma das situações em que o bloqueio genicular é considerado, principalmente quando a dor continua limitando a rotina após outras medidas de tratamento. O objetivo é diminuir a dor e facilitar a movimentação do joelho.
Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2024 reuniu ensaios clínicos randomizados e encontrou melhora estatisticamente significativa da dor e da função do joelho em períodos de 1 e 3 meses.
Bloqueio genicular para pacientes que não podem ou não querem operar
Não é todo paciente com dor no joelho que é um bom candidato à cirurgia: idade, condições de saúde, riscos anestésicos, estágio da doença e preferência pessoal são alguns fatores que precisam ser considerados.
Nesse cenário, o bloqueio genicular pode fazer parte de uma estratégia para controlar a dor sem partir imediatamente para uma intervenção cirúrgica. Isso não significa substituir a cirurgia quando ela é realmente necessária, mas encontrar uma alternativa adequada para cada caso.
Bloqueio genicular para dor crônica após cirurgia ou prótese de joelho
Algumas pessoas continuam sentindo dor mesmo após uma cirurgia ou mesmo depois da colocação de uma prótese de joelho. O bloqueio genicular pode ser considerado como parte do tratamento da dor persistente em certos casos.
Bloqueio genicular para dor crônica no joelho sem indicação cirúrgica imediata
Há casos em que a dor incomoda bastante, mas a avaliação médica não aponta necessidade de cirurgia naquele momento. Então, o tratamento pode envolver uma combinação de fisioterapia, fortalecimento muscular, exercícios, controle do peso e medicamentos, de acordo com a situação.
O bloqueio genicular pode entrar como uma alternativa complementar para o controle da dor quando as medidas anteriores não foram suficientes. A ideia é melhorar o conforto e a função enquanto a causa da dor continua sendo acompanhada e tratada.
Bloqueio genicular para atletas e pessoas fisicamente ativas
Atletas e pessoas fisicamente ativas também sentem dores persistentes no joelho decorrentes de lesões, sobrecarga ou problemas articulares. Nesses casos, o diagnóstico correto é essencial antes de qualquer procedimento.
O bloqueio genicular pode ajudar no controle da dor e contribuir para uma reabilitação mais confortável. O retorno aos treinos, porém, deve respeitar a causa da lesão e a orientação do ortopedista.
Quais são os benefícios e resultados esperados do bloqueio genicular?
O bloqueio genicular é capaz de melhorar a qualidade de vida a partir de benefícios como:
- Redução da dor;
- Melhora da mobilidade;
- Melhora da função do joelho;
- Mais facilidade para realizar atividades do dia a dia;
- Necessidade de medicamentos analgésicos.
Outro possível benefício é criar uma “janela” de menor dor para que o paciente consiga participar melhor de um programa de reabilitação. Dependendo do diagnóstico e da resposta obtida, o tratamento pode contribuir para adiar procedimentos mais invasivos, mas não há garantia de evitar uma cirurgia quando realmente necessária.
Perguntas Frequentes
Algumas dúvidas são frequentes no consultório, como:
Quais são os riscos do bloqueio genicular?
Riscos existem em qualquer procedimento médico, então com o bloqueio genicular não é diferente. Pode ocorrer dor ou sensibilidade temporária no local da aplicação, hematoma, sangramento, infecção e, mais raramente, alterações relacionadas à estrutura nervosa ou vascular próxima.
Quanto tempo dura o efeito do bloqueio genicular?
A duração do alívio varia bastante de uma pessoa para outra: ela depende da causa da dor, dos medicamentos utilizados, do grau de alteração do joelho e da resposta individual de cada paciente.
Por isso, não é possível estabelecer um período único de duração para todos os pacientes.
Qual é a diferença entre bloqueio genicular e infiltração no joelho?
São procedimentos diferentes e não necessariamente “competem entre si”: a infiltração no joelho geralmente envolve a aplicação de medicamentos dentro da articulação, dependendo da substância e da indicação. Já o bloqueio genicular procura aplicar o medicamento próximo aos nervos geniculares, que participam da transmissão dos sinais de dor.
O bloqueio genicular dói?
Durante o procedimento, normalmente é utilizada anestesia local para reduzir o desconforto da aplicação. O paciente deve sentir uma picada, pressão ou uma sensação passageira na região, mas o nível de incômodo varia de pessoa para pessoa.
A utilização de ultrassom ou radioscopia também permite orientar o posicionamento da agulha e realizar a aplicação de maneira mais precisa. O médico deve explicar previamente como será o procedimento e quais sensações podem acontecer.
O bloqueio genicular pode evitar uma cirurgia no joelho?
Há casos em que o bloqueio genicular ajuda a controlar a dor e permitir que o paciente adie uma cirurgia enquanto outros tratamentos são feitos. Porém, ele não corrige necessariamente alterações estruturais importantes, como o desgaste avançado da articulação.
Por isso, não deve ser encarado como uma forma garantida de evitar cirurgia. A decisão depende da causa da dor, do grau da doença, da resposta aos tratamentos anteriores e da avaliação individual feita pelo ortopedista.
Agende uma consulta com o Dr. Rodolpho Scalize e cuide da saúde do seu joelho.


Agende já a sua consulta, clique aqui


Fontes:

